terça-feira, 7 de junho de 2011

Amorphis - The Beginning of Times

    Outrora o Amorphis era uma banda de Death Metal. Os anos foram passando e a discografia deste finlandeses se tornou uma verdadeira odisséia sonora e artística. Do Death raivoso e virulento chegamos neste mix de Gothic, Folk, Progressivo e arremendos do que um dia foi as raízes da banda. Eu não me importo nem um pouco com essas mudanças bruscas de sonoridade, e por isso digo que mais uma vezes eles se superaram.
     A banda vem sendo aclamada pela crítica já a muito tempo, mesmo com tantas mudanças. Como já disse várias vezes, a maneira de se manter no topo é ousar, ir contra o senso comum e não ter medo de arriscar. O disco anterior, “Skyforge” (2009), fora muitíssimo bem recebido, sendo considerado o ponto alto da carreira deles. Muito bem, atrevo-me a dizer que este “The Beginning of Times” chegou para tomar este posto na discografia do Amorphis.
     Mais uma vez o pano de fundo das canções é o Kalevala, tradicional epopéia nacional finlandesa. Essa ideia de folclore e lendas geralmente faz o ouvinte desavisado pensar que o que virá pela frente é um som grandioso, épico, de grandes hinos impactes e canções de batalha. Mas não é bem esse o caso do Amorphis. As faixas de “The Beginning of Times” reunem uma brilhante junção de folk, gothic melancólico e soturno, aspectos progressivos e saudosistas menções ao death primordial. Tudo isso construído numa forma retilínea e cosnsistente, sem nunca ser soturno demais ou exagerar na grandiosidade, com personalidade latente e criatividade.
      As 3 primeiras faixas mostram muito bem esses aspectos. 'Battle for Light', 'Mermaid' e 'My Enemy' denotam toda a versatilidade dos músicos, colocando bastante peso nas canções, mas sem nunca perder de vista um feeling maravilhoso, profundo, intenso. Temos bons riffs, bateria sempre intensa e marcante, baixo um pouco discreto demais e variações vocais muito interessantes.
       'You I Need' é o primeiro single. As linhs de teclado criam um clima muito legal, se mantendo presentes ao fundo por toda a canção. O refrão é empolgante, fácil de acompanhar e contruído inteligentemente. Um dos grandes destaques do play.
      A dupla 'Song of the Sage' e 'Three Words' tem muito peso e técnica, com batante influência progressiva nos riffs e linhas de teclado. Destaque para o vocal de Tomi Joutsen, absolutamente versátil e com muita firmeza em suas atuações. 'Reformation' e 'Soothsayer' mantem o nível lá em cima, e nestas gostaria de mencionar a grande execução do baterista Jan Rechberger, que propocia um peso fabulsoso para as canções. E com isso é preciso destacar os guitarrista Esa Holopainen e Tomi Koivusaari, porque junto ao peso temos riffs que conseguem soar suaves e marcantes, criando um clima obscuro maravilhoso.
      Outra faixa muito bela é 'On a Stranded Shore', de riffs simples mas tocantes. Vocal inspírado, forte sem soar agressivo. 'Escape' já começa soturna, vai crescendo e se torna um petardo de peso e intensidade; grande faixa. 'Crack In a Stone' é bem calcada no prog, com uma certa atmosfera doom, pesada e de vocais agressivos mais evidentes. Baterista e guitaristas mandando muito bem. Outro grande destaque do álbum.
      E a faixa-título encerra audição. Uma música madura, de peso e feeling perfeitamente combinados. Tem algumas quebras interessantes. Instrumental impecável e muito trabalhado. Finalização de alto estilo.
      É preciso dizer que é um disco longo. Doze faixas de tamanho médio, que pode soar um pouco cansativo para alguns ouvintes. Mas isso não configura um problema ao meu ver, já que uma vez entrando no clima do álbum e se deixando levar pel magia das músicas a audição corre fluente e e agradável.
     Uma impressão que me ficou deste trabalho é que soa comose fosse uma mistura de Paradise Lost com Opeth. Não sei se é fato ou só impressão minha, mas se fosse, seriam duas influências das mais dignas.
     O Amorphis é uma das melhores bandas da atualidade, querendo ou não admitir os xiitas fãs do começo da carreira, e este disco é forte concorrente a um dos melhores de 2011. Deve chegar em breve nas prateleiras da lojas brasileiras. Confira!

O Amoprhis é:

Tomi Joutsen – Vocal
Esa Holopainen – Guitarra
Tomi Koivusaari – Guitarra
Niclas Etelävuori – Baixo
Santeri Kallio – Teclado
Jan Rechberger – Bateria


Track List

  1. Battle for Light (05:35)
  2. Mermaid (04:24)
  3. My Enemy (03:25)
  4. You I Need (04:22)
  5. Song of the Sage (05:27)
  6. Three Words (03:55)
  7. Reformation (04:33)
  8. Soothsayer (04:09)
  9. On a Stranded Shore (04:13)
  10. Escape (03:52)
  11. Crack in a Stone (04:56)
  12. Beginning of Time (05:51)





  

segunda-feira, 6 de junho de 2011

MaYan - Quarterpast

       É fato conhecido por praticamente todos os fãs que Mark Jansen é a principal mente criativa por trás do Epica. Dessa forma, fiquei ligeiramente surpreso quando soube que ele pretendia lançar um projeto paralelo, este tal de MaYan. O que não me deixou nem um pouco surpreso foi a temática envolvida; é impressionante a fixação dele pelo povo e cultura Maia. Mas picuínhas a parte, vamos ao que interessa.
     Este “Quarterpast” soa como uma espécie de Epica mais calcado no Death Metal Melódico que ficou um tanto quanto mais proeminente com a entrada do guitarrista Isaac Delahaye e do baterista Ariën Van Weesenbeek em 2007. Na minha opinião isso foi um acerto, já que se era pra fazer uma coisa que fosse extatamente igual a sua banda principal, que este disco fosse lançado pelo Epica. Mas em contrapartida as participações especiais podiam ter sido um pouco mais originais, botar nos vocais de apoio de algumas faixas Simone Simons e Floor Jansen foi de uma obviedade de certa forma frustrante.
     Seria-se de se supôr que sendo este um trabalho com o selo criativo de Mark Jansen teríamos na abertura um prelúdio sinfônico e grandioso, no melhor molde de trilha sonora épica de cinema. Mas foi uma agradável supresa ver que os trabalhos começam diretos e retos, logo de cara com uma paulada chamada 'Symphony of Agression'. Os primeiros instantes da canção lembram muito a negra aura sinfônica dos trabalhos mais recentes do Dimmu Borgir, despejando riffs densos e muito pesados, com a bateria metralhante de Ariën sendo devastadora como sempre e os vocais agressivos de Mark, com destaque infinitamente maior que no Epica. Ponto negativos o vocal de apoio feminino, desnecessário na minha opinião.
       Creio eu que muitos fãs do finado After Forever terão uma forte sensação de nostalgia com a introdução de “Mainstray Of Society - In The Eyes Of The Law Corruption”, que me soa muito como algumas faixas dos primeiros trabalhos da citada banda. É menos impactante que a primeira, mas tem bastante peso e agressividade também. Faixa na média. 'Quarterpast' é um interlúdio, daqueles soturnos e climáticos, e felizmente não aleatório.
     Já 'Course of Life' é uma grande canção. Os vocais de Floor são muito mas interessantes e participativos, o vocal limpo de Henning Basse é muito bom, bastante operístico e teatral. O instrumental é absolutamente preciso e esbajando peso para todos os lados. Logo em seguida chega outra pedrada: “The Savage Massacre - In The Eyes Of Law Pizzo”. Acho muito bom ouvir o Mark com tanto destaque, a interpretação dele é muito boa, uma atuação com desenvoltura e imponente.
       Mais um interlúdio para a coleção: 'Essenza di Te'. Bacana, nada mais que isso. Na cola do interlúdio vem 'Bite the Bullet', uma música um pouco mais reta, assim digamos, também bastante pesada e de intrumental impecável. A seguinte, 'Drown the Demon', foi a primeira a ser divulgada há alguns meses. Na primeira audição me soou Epica demais, impressão que ainda me é constante. Não é demérito nenhum, mas acaba parecendo uma faixa meio deslocada. Mas de qualquer forma é um grande som!
      E 'Celibate Aphrodite' foi bem na contra-mão. Foi a segunda a há ser divulgada, alguns dias antes do lançamento, e para mim não lembra quase nada o Epica (tirando o vocal feminino, claro). As orquestrações são brilhantes, o gutural de Mark é espetacular, o vocal limpo de Henning lembra bastante o grande mestre Jon Oliva com todo sua magia teatral. Os guitarristas destroem com riffs rasgantes e solos inspirados, e a bateria é demolidora como sempre (Ariën é disparado um dos meus bateristas favoritos).
       A última faixa em si do disco é 'War On Terror - In The Eyes Of The Law Pentagon Papers', que começa com inusitados instrumentos, num tom de bandinha de coreto de cidade do interior. Porém é passageiro, e logo somos esmagados por mais e mais doses de peso cavalar. Não é preciso dar maiores explicações, com orquestrações ainda mais grandiosos é um desfecho imponente. E pra fechar a conta temos 'Tithe', uma curtíssima base de piano, que me fz supor que seja o gancho para algum futuro trabalho do conjunto.
      Seria um disco perfeito se Mark não fosse tão preso a alguns clichês que ele prórpio ajudou a criar. Vários momentos são idênticos a coisas que ele fizera no After Forever e faz no Epica, que acabou soando um pouco genérico. Mas isso não estraga o álbum, de forma nenhuma, consideremos isso como tão somente um pequenos deslize ou força de um hábito difícil de largar.
      Outro ponto que eu gostaria de comentar é que, mesmo estas composições sendo consideravelmente mais pesadas que o padrão Epica, as músicas poderiam ter ainda mais peso. Acredito que seria ainda mais impressionante se houvesse um quê de Death Metal tradicional mais intenso. Guitarra realmente sujas, algo de mais visceral e virulento, talvez até um pouco de podridão bem dosada seria fantástco na proposta do MaYan.
      Mas enfim, ficou absurdamente bom de qualquer maneira. Mark Jansen é um dos grandes gênios do metal sinfônico contemporâneo, sabe muito bem o que quer e o que pode fazer.
        E como as duas coisas são praticamente inerentes, é recomendado para fãs de Epica. Se for seu caso, compre que é satsifação garantida.


O MaYan é:

Mark Jansen – Vocais
Isaac Delahaye – Guitarra
Frank Schiphorst – Guitarra
Rob van der Loo – Baixo
Jack Driessen – Teclados e vocais
Ariën Van Weesenbeek – Bateria e vocais

Convidados:

Floor Jansen (Revamp) – Vocais
Simone Simons (Epica) – Vocais
Hennin Basse (Sons of Season) – Vocais
Jeroen Paul Thesseling – Fretless Bass
Laura Macrì (cantora lírica) – Vocais (soprano)


Track list:

  1. Symphony Of Aggression (07:49)
  2. Mainstay Of Society (In The Eyes Of The Law: Corruption) (05:25)
  3. Quarterpast (01:35)
  4. Course Of Life (06:10)
  5. The Savage Massacre (In The Eyes Of Law: Pizzo) (05:28)
  6. Essenza Di Te (02:06)
  7. Bite The Bullet (05:19)
  8. Drown The Demon (05:00)
  9. Celibate Aphrodite (07:20)
  10. War On Terror (In The Eyes Of The Law: Pentagon Papers) (04:25)
  11. Tithe (00:52)










sexta-feira, 3 de junho de 2011

Týr - The Lay of Thrym

       Com certeza o Týr é uma banda que surpreende. A começar por seu país de origem. Sinceramente, o que você caro leitor saberia dizer sobre o remoto arquipélago de Ilhas Faroé? Pois é, sem o velho amigo Google eu também não saberia. Fica entre a Escócia e a Islândia, e em tempos passados já fora parte do reino dinamarquês. E surpreende também pelo som que faz, de fato nunca antes ouvira algo parecido cm a música que eses caras de um lugar tão remoto fazem.
      Misturar vertentes é muitas vezes a fórmula para fazer música de destaque em meio ao marasmo e a mesmice em que cenário metálico se tornou. E o Týr conseguiuse tornar um gigante na europa graças a isso, e agora aos poucos começa a tomar conta do mundo inteiro. Eles conseguem fazer uma mescla incrível da grandeza do metal sinfônico, uma veia progressiva muito latente e toda a magia e encanto que só o folk metal do norte europeu consegue transmitir.
      E essas características foram sendo construídas ao longo de quase 10 anos, e atingiu seu ápice agora, com este fabuloso “The Lay of Thrym”, que é uma fusão perfeita de tudo que eles já aprontaram pelo mundo Heavy Metal.
      O disco já começa direto e reto, sem intro ou faixa ambiental de abertura. 'Flames of the Free' já dá o tom do que se vai ouvir no decorrer da audição. Tem riffs precisos, bom trabalho de baixo e bateria simples porém bem colocada formando uma boa base. O refrão é meio quebrado, pendendo para o lado mais progressivo, e o vocal é apenas de Heri Joensen, mas até parece que é um pequeno coro cantando. Muito boa abertura.
     Se a primeira denota um pouco mais da faceta progressiva, a segunda, 'Shadow of the Swastika' é bem mais calcada no folk. A atuação do baterista Kári Streymoy é bem mais destacada, bastante cavalgada e empurrando o peso da canção para o alto. Os riffs são mais complexos, com bons solos. O clima é o de um hino de batalha, muito épico!
     E quando a pedida é impacto a faixa seguinte é perfeita para isso. 'Take Your Tyrant' logo de cara começa grandiosa, desandando num instrumental um pouco mais tradicional no metal, mas exalando os louvores a cultura nórdica. O vocalista deixa a voz um pouco mais solta em algumas passagens, propiciando um quê a mais muito bem vindo. Logo a seguir chega 'Evening Star', que nos primeiros acordes mostra a qu é: uma balada épica, digna dos épicos poemas dos escaldos nórdicos de eras passadas. A suavidade do começo vai crescendo e crescendo, até chegar num tocante zênite de grandiosidade e impressividade. Uma belíssima faixa, daquelas que as bandas escandinavas são especialistas em fazer.
     'Fields of the Fallen' tem mais do ar prog, apesar de ser bastante reta e sem muitas variações durante sua duração. Os riffs são densos e compactos, a cozinha discreta mas muito competente, os vocais não ousam muito e o refrão é um pouco menos empolgante que os outros. É uma boa faixa, mas ligeiramente inferior que outros no disco. A música seguinte, 'Konning Hans' tem o diferencial mais interessante, o fato de ser cantada em dinamarquês (pelo menos acredito que seja, espero não estar falando uma imensa bobagem). É bastante épica, com o caráter folk bastante evidente. O vocal mais agressivo em algumas partes. Ótima canção!
      E nessa vibe de cantar em línguas escandinavas também vem 'Ellindur Bóndi Á Jadri', tem mais cara de música festiva adornada de peso. Muito empolgante, com a bateria pegando muito, riffs cortantes e o baixo concretando aos fundamentos para os demais instrumentos. É daquelas de pegar seu caneco de hidromel, levanta-lo aos céus e cantar junto com seus companheiros!
      A reta final do disco se aproxima. 'Nine Words of Lore' é um peculiar meio termo entre a impetuosidade sinfônica e uma certa cadência prog, exalando também bastante do orgulho nortista. Bela canção. E a faixa que dá nome ao trabalho é a que o encerra. 'Lay of Thrym' não é exatamente longa, mas tem o mesmo impacto de algum épico que transpasse os dez minutos. Tem muitas variações, da suavidade de alguns dedilhados até explosões sinfônicas com corais bombásticos e grandisos. Final honroso!
      E ainda temos dois covrsa na versão limitada europeia do disco, 'I' do Black Sabbath e 'Stargazers' do Rainbow. Ambos simplesmente espetaculares. Vale conferir.
     A título de curiosidade: o nome do disco vem de um dos poemas mais famosos da mitologia nórdica, "Þrymskviða" ("A Canção de Thrym"). O poema conta a história do gigante Thrym que rouba o martelo de Thor e exige a deusa Freya como pagamento.
     Quero dar destaque também para a magnífica arte da capa, feita pelo artista Gyula Havancsák, que desde já é uma das candidatas a mais bonita do ano.
      Por fim, um disco de primeira linha, eque se por ventura vier e ter lançamento nacional pode ser adquirido por todos os amantes de boa música.

O Týr é:

Heri Joensen – Vocal e guitarra
Terji Skibenæs – Guitarra
Gunnar Thomsen – Baixo
Kári Streymoy – Bateria


Track List

  1. Flames of the Free (04:17)
  2. Shadow of the Swastika (04:23)
  3. Take Your Tyrant (03:55)
  4. Evening Star (05:04)
  5. Hall of Freedom (04:06)
  6. Fields of the Fallen (04:59)
  7. Konning Hans (04:27)
  8. Ellindur Bóndi á Jaðri (03:55)
  9. Nine Words of Lore (04:04)
  10. The Lay of Thrym (06:48)







quinta-feira, 19 de maio de 2011

Ecliptyka - A Tale of Decadence

      Temos aí uma nova promessa do metal brasileiro. Recebi um e-mail esses dias com um material de divulgação do Ecliptyka (de Jundiaí, interior de São Paulo) e fiquei interessado pelo que li. E além disso, já tinha ouvido bons comentários a respeito da banda pela abertura do show da Tarja Turunen em São Paulo recentemente.
       Muito bem, fui atrás do debut, este “A Tale of Decadence”, e de fato fiquei bastante impresionado com que ouvi nas treza faixas que compõe o track list do disco. A banda consegue com muita naturalidade unir diversas influências do heavy metal, mais latentemente gigantes como Nightwish e Epica, mas sem em momento nenhum soar uma cópia do som das bandas europeias. Tem uma sonoridade moderna, bem pensada, original e inspirada.
      A abertura fica a cargo da intro 'The Age of Decadence', que é uma base de piano, que aos poucos cresce com ligeiras passagens sinfônicas. Cria um clima legal, que carrega o ouvinte para dentro do disco. Em seguida já chega a pesada 'We are the Same', que logo de cara mostra uma faceta de death melódico sueco, com os guturais de Guilherme Bollini muito bem exectuados, e a interpretação solta e talentosa de Helena Martins. Muito boa faixa que logo causa boa impressão.
       A audição prossegue com 'Splendid Cradle' (boa sacada esse título). Tem ótimos riffs, atuação marcante de Tiago Catalá na bateria e mostra que Guilherme tem versatilidade vocal, mandando muito bem também na interpretação limpa. Grande faixa! Logo após vem 'Fight Back', mais um petardo, esbanjado peso e raiva, mas que fica muito bem balanceada com a interpretação de Helena, que é de força e energia, mas sem perder uma interessante leveza.
      'Dead Eyes' começa misteriosa, com batidas fortes na bateria. Logo se juntam mais riffs muito bons, linhas de baixo coesas e precisas, criando outra bela canção pesada. Tem um andamento legal, bastante agitada, e o vocal mais cadenciado de Helena dá um ar que remete a algumas canções do Epica, mas sendo completamente original e de atitutude. 'Echoes from War' é um interlúdio que eu achei um pouco desnecessário, que poderia ser deixado de lado para que o audição fluísse melhor. Mas enfim, soa interessante ao menos.
        E mais uma pedrada! Desta feita temos 'Hate', que é logo arrasadora, violenta e empolgante. O vocal de Helena agora pende um pouco para o lírico, mas sem exageros, e mesclados com os guturais fica um resultado excelente. A seguinte é 'Why Should They Pay?', esta mais melódica, de riffs certeiros e bem construídos, gutural saliente e importante, também agitada e com bastante vigor. Ótima faixa, acredito que daria um bom single com vídeo clipe.
       Intensidade e força são os melhores adjetivos para 'Look at Yourself'. Guitarras distorcidas, solos inspirados, bateria enraivecida e vocais que esbanjam vitalidade e energia. Nos shows com certeza deve agitar e muito o público! E logo depois temos um tempo para retomar o fôlego, já que 'I've Had Everithing' é mais mansa, com um jeito de balada, mas sem ser exatamente uma. Junta peso com feeling, criando uma música elegante e bonita. Belo acerto!
      Depois da calmaria vem a tempestade: 'Unnatural Evolution' é um tiro curto de pura pancadaria sonora. É mais uma de clara influência de melodeath sueco, mas que tem uma identidade única.
      Mas agora sim uma balada de verdade, 'Eyes Closed' é quase acústica, de puro feeling e beleza, e Helena mandando muito bem. Lindíssima música. E o disco termina com uma muito legal homenagem ao nosso país. Trata-se da versão em português para 'Splendid Cradle', 'Berço Esplêndido'. Ficou realmente muito legal, com uma letra positivista que não soa estranha por estar em nosso idiona materno. Encerramento em grande estilo!
      É um debut de respeito. “A Tale of Decadence” mostra uma banda coesa, com personalidade e que sabe muito bem aonde quer ir. Os músicos são muito talentosos e podem se tornar ainda melhores com o tempo e com a estrada, tendo tudo para entrar de vez no hall das maiores bandas brasileiras. Aliás, uso as palavras que constavam naquele e-mail: "uma banda que mostra o padrão brasileiro de qualidade".
      Realmente o Brasil consegue criar sempre bandas de alto nível e de grande qualidade, o Ecliptyka é só mais um exemplo disso.

O Ecliptyca é:

Helena Martins – Vocais
Guilherme Bollini – Guitarra e vocais
Helio Valisc – Guitarra
Eric Zambonini – Baixo
Tiago Catalá – Bateria


Track List



  1. The Age of Decadence (01:38)
  2. We Are The Same (04:22)
  3. Splendid Cradle (04:59)
  4. Fight Back (05:43)
  5. Dead Eyes (05:42)
  6. Echoes From War (01:13)
  7. Hate (03:52 )
  8. Why Should They Pay? (04:29)
  9. Look at Yourself (04:09)
  10. I’ve Had Everything (04:46)
  11. Unnatural Evolution (02:52)
  12. Eyes Closed (04:45)
  13. Berço Esplêndido (05:02)






A banda vai abrir dois shows grandes em São Paulo nos próximos meses:

2 de julho – Revamp

12 de agosto – The Agonist


Se você é de São Paulo não deixe de conferir ;D




segunda-feira, 16 de maio de 2011

Um ano sem Dio

     

     Lembro muito bem daquele 16 de maio de 2010, um domingo. Aqui no interior do Rio Grande do Sul fazia um dia chuvososo e muito frio. Recebi a visita de alguns tios e tivemos um almoço em família. Mais tarde fui para a casa do meu avô olhar com ele o jogo do Internacional contra o Goías lá em Goiânia. Foi uma vitória suada, um 3x2 de virada. Fiquei muito contente pela vitória e voltei para minha casa satisfeito. E foi então que veio a bomba.
     Desde o meio do dia circulavam rumores de que o Dio não teria resisitido. Eu não estava levando fé. Quando ele fora diagnosticado com câncer mantive as esperanças, tinha a convicção que ele continuaria sendo o guerreiro bravo que sempre foi. Mas infelizmente até os mais intrépidos guerreiros sucumbem aos cruéis adversários. O dragão venceu esta batalha.
       O tamanho do choque e da tristeza eu não consigo representar ou medir com palavras. Foi como se uma parte de mim mesmo tivesse sido arrancada sem piedade. Um vazio corrosivo tomou conta do meu ser, e foi inútil querer segurar as lágrimas.
      A arte tem disso. Faz com que pessoas que sejam de um mundo muito diferente do nosso, e de outros cantos do planeta, se tornam parte de nós mesmo, como amigos, irmãos, ídolos que admiramos e louvamos por seus grandes méritos.
       Dio era uma figura única. Humilde, simpático e que despertava a alegria em qualquer um que cruzava seu caminho. O mundo do rock pesado perdeu um de seus ícones. Sua pouca estatura era compensada por um poder quase inexplicável, uma presença de palco que o agigantava e levava multidões ao delírio ao redor do mundo. De fato, 16 de maio de 2010 foi o dia mais triste da história do Heavy Metal.
      Meras palavras não conseguem traduzir todos os sentimentos envolvidos nessa história, então, não vou me alongar mais. Seco as lágrimas dos olhos, e com um aperto no peito espero que nosso gigante baixinho, estando no céu ou no inferno (ou por que não o Valhalla?), esteja olhando por nós, feliz, sabendo que fez a alegria de milhões de pessoas por tantos anos.
        A morte não é o fim. As pessoas que amamos continuam vivas em nossas memórias e corações, assim, se tornando eternas. Deuses não morrem, viram lendas.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Tristania - Rubicon

      Não quero afirmar que tenha ficado decepcionado com este novo disco do Tristania. De certa forma, já sabia que não deveria esperar por algo que soasse como os antigos trabalhos, os dois da era onde Morten Veland ainda estava na banda e também no fantástico “World of Glass” (2001, e já sem a presença de Morten). De forma alguma desmereço o trabalho da banda nos álbuns subsequentes, mas no que a banda se tornou realmente não me soa como Tristania.
   Geralmente eu não critico quando uma banda que eu gosto redireciona sua sonoridade por outros caminhos. Sim, não critico nem me incomodo com isso, mas desde que a essência da banda continue intacta, que sua proposta não seja perdida com o passar dos anos. Infelizmente é isso que eu vejo que ocorreu ao Tristania. Não é o caso de querer dizer que tal ou tal membro faz falta, não é isso, o ponto é que as seguidas reformulações no line-up (que eu sinceramente nem saberia enumerar corretamente) acabaram por tirar a identidade da banda, deixando-os sem rumo e fazendo apostas que não foram de todas acertadas.
      É louvável não ficar na estagnação e na segurança de se autocopiar, só que isso tem que ser feito com plena segurança do que se quer, medindo os riscos e não abandonar por completo algo que foi muito bom no passado. Isso que estou falando bem sei que é algo muito relativo, e depende muito do gosto e do ponto de vista dos fãs, mas ao menos no meu caso, achei os álbuns “Ashes” (2005) e “Illumination” (2007) fracos, sonolentos e completamente sem sal, que mostram uma banda perdida e que não sabe para onde vai.
      Pois bem, Vibekke também pulou fora do barco e foi recrutada a italiana Mariangela "Mary" Demurtas, e então “Rubicon” foi gravado. A primeira impressão que se tem do disco é que as firulas ambientais e excessivamente climáticas foram deixadas de lado, deixando o disco mais direto e pesado. É um ponto positivo.
    A primeira faixa se chama 'Year of the Rat', que tem teclados proeminentes, bateria marcante com participação mais discreta das guitarras. A primeira amostra da voz de Mary é interessante, o refrão é pegajoso e entupido de efeitos digitais completamente dispensáveis. Mas de qualquer forma começa bem. A seguir vem 'Protection', que por sua vez é mais tradicional, lembra vagamente momentos antigos da banda, mas para isso ainda falta alguma coisa que eu não saberia especificar, mas é uma boa canção. Tem peso e corais discretos, os vesos cantados por Mary são bonitos e agradavéis, mas mais uma vez no refrão temos bobagens eletrônicas. Os harsh vocals podiam ser mais abrangentes.
     É muito interessante a música seguinte, 'Patriot Games'. Tem uma cara meio moderna e tal, decididamente não soa Tristania, mas é muito boa, bem pesada, bons riffs, vocais masculinos limpos bacanas e um refrão que empolga (mexido de novo, constante do disco todo). Bela faixa! A seguir vem 'The Passing', de começo arrastado e sombrio, com teclados flutuantes, os vocais são brandos e macios, mas que crescem e algo maior. Seria uma ótima faixa, mas falta força e impacto, grandisosidade também. Mas não é ruim, longe disso.
     Depois temos mais uma com boa dose de peso: 'Exile'. Achei os vocais limpos masculinos meio estranhos e deslocados, mas no seu decorrer se acomoda melhor, fazendo-a uma canção bonita e elegante, de ótima interpretaçãode Mary agora só com sua muito boa voz pura e sem mudanças de estúdio. 'Sirens' vem a seguir com uma introdução sombria e com um quê psicodélico, mas bem soturno. Parece um pouco confusa, e não marca muito ao ouvinte.
     'The Emerald Piper' (é uma faixa bônus em algumas edições; mas esse é um ponto que eu não tenho muita certeza) é outra muito bacana, de riffs pesados, refrão interessante e que chama atenção. 'Vulture' na minha opinião soa um pouco genérica, sem grandes atrativos; lembra demais outras faixas do disco. Numa batida mais interessante vem 'Amnesia', que conta com interessantes participações de instrumentos de orquestra, trazendo um pouco de nostalgia para os fãs mais antigos. Os teclados se juntam nessa mistura criando um clima realmente chamativo.
     O fim se aproxima. 'Magic Fix' inicia a reta final com bastante criatividade, se mostrando uma canção versátil e muito boa, pesada, mais acelerada e com boa intepretação dos vocalistas. E a última faixa uma longa com mais de 8 minutos, 'Illumination'. Apesar de ser grande não mostra muitas variações, mas tem corais que são mais ativos e grandiosos, linhas de baixo e guitarra mais sólidas e intensas, construíndo um clima que dá grandeza ao som. Muito bom encerramento.
    Em minha opinião este “Rubicon” é consideravelmente melhor que seus dois antecessores. Tem uma sonoridade bem mais linear e convicta, com indícios de que ao menos a banda novamente terá uma cara prórpia. Eu não tenho esperança que façam um novo “Beyond the Veil” (1999), seria utopia querer algo do gênero, e também não creio que consigam criar uma sonoridade que honre o passado da banda. Mas nem por isso acho que a banda deva acabar ou mudar de nome ou seja lá o que for, já fico feliz em ao menos eles estarem em vias de conseguir se reerguer e fazer novamente discos bons.
    Se você não é purista vale a pena adquirir.


O Tristania é:

Anders Høyvik Hidle – Guitarra, Harsh Vocals
Einar Moen – Teclado, programações
Mariangela "Mary" Demurtas – Vocias
Ole Vistnes – Baixo, backing vocals
Gyri Smørdal Losnegaard – Guitarra
Kjetil Nordhus – Clean Vocals
Tarald Lie – Bateria


Track List:

  1. Year of the Rat   (04:35)
  2. Protection   (04:15)
  3. Patriot Games (03:27)
  4. The Passing   (04:48)
  5. Exile  (04:26)
  6. Sirens (04:2)
  7. The Emerald Piper (03:09)
  8. Vulture   (03:4)
  9. Amnesia  (04:54)
  10. Magical Fix  (04:20)
  11. Illumination   (08:13)





segunda-feira, 9 de maio de 2011

Paradise Lost - Faith Divides Us Death Unites Us

   O Paradise Lost decididamente é uma das minhas bandas favoritas. Representam uma das pedras fundamentais do Gothic/Doom Metal britânico, ao lado de dois outros gigantes no estilo: My Dying Bride e Anathema. Estes três nomes receberam o título de “A sagrada tríade do Doom Metal”.
   Os anos foram passando e no Doom Metal tradicional só ficou mesmo o My Dying Bride. O Anathema rumou por caminhos progressivos e ambientais, mas de fato sem perder sua alma e sua identidade.
   Enquanto isso, o Paradise Lost andou numa verdadeira montanha russa; foi desde o tétrico e visceral Doom com intensas mesclas com Death dos dois primeiros trabalhos, “Lost Paradise” (1990) e “Gothic” (1991), passando pelo mais puro e genuíno Gothic Metal de álbuns como “Icon” (1993) e “Draconan Times” (1995), trilhando caminhos alternativos no controveso One Second” (1997), no a lá Depeche Mode “Host” (1999) e no absolutamente injustiçado Believe in Nothing” (2001). Aos poucos foram voltando ao som que os consagrou na metade da década de 90, com álbuns mais pesados como “Symbol of Life” (2002), “Paradise Lost” (2005) e “In Requiem” (2007, este uma pequena obripria, diga-se de passagem). E em meio a esse processo de retorno ao bom e velho peso, em 2009 nos chegou “Faith Divides Death Unites Us”.
     A boa impressão já começa pelo título, forte e impactante. A banda sempre manteve uma posição contra as organizações religiosas, e externou isso de maneira muito latente neste trabalho. Não que se trate de um disco conceitual, apenas vários temas entrelaçados sob um mesmo pano de fundo: a forma como as religiões fazem mal para a humanidade, como manipulam as pessoas e criam verdades ao seu bel prazer.A arte da capa e todo o encarte também deixam claro o tema das canções, retratando antigas pinturas sobre as bárbaries cometidas pelas religiões ao longo dos séculos.
       E esse veia sobre religião já fica mais do que clara logo na abertura da primeira faixa, a espetacular 'As Horizons Ends'. Ao fundo se ouvem corais óbviamente sacros, bem no estilo das liturgias inglesas, que vão crescendo e desembocam em riffs pesadíssimos, remetendo a velha fase Doom metal de outrora, mais rápidos às vezes mais quase sempre lentos e cadenciados. Aliás, os riffs de Gregor Machintosh tem sido marca registrada do banda em seus trabalhos mais recentes, sempre exalando verdadeiros sentimentos de suas notas, da mais profunda e intensa melancolia. Ponto positivíssimo!
     Logo em seguida mais um petardo daqueles. 'I Remain' já começa esbanjando peso com guitarras e baixo poderoso, que abrem caminho para a ótima performance de Nick Holmes, que ao longo dos anos soube apefeiçoar sua técnica vocal para ir do mais grave e sujo, beirandos os antigos guturais, até a interpretação mais limpa e contida. Grande canção, um dos melhores destaques. Após esta vem 'First Light', mais uma que consegue unir muito bem peso visceral com beleza. A bateria de Adrian Erlandsson tem participação destacada não só nesta faixa mais também como no disco todo. E ele entrou no Paradise Lost em 2009, tendo vindo do Cradlle of Filth. Fato este que nitidamente deixou o som da banda com um peso extra, dado a influência Black Metal de sua antiga banda.
    'Frailty' tem um clima opressivo, é densa, muito pesada e de certa forma angustiante. Essas características fazem lembrar vagamente, guardadas as devidas proporções estílisticas e de época, com o clima do álbum “Gothic”. Isso é um dos pontos que mais me atraem na banda, a capacidade absurda de fazer uma música que transmita um sentimento completo, mesmo com letras mas simples, mas que enlaçadas com as melodias criam uma espécie de alma viva. Outra excepcional canção.
    No meio do disco temos a faixa que dá título a obra. Mais cadenciada, com bastante peso também, porém um pouco mais contido. O refrão é bom, de fácil assimilação mesmo sendo mais complexo. Por falar nisso, neste disco os refrões são mesmo mais complexos na comparação com os discos anteriores, mas isso pouco importa, tanto os simples quato os complexos são sempre magníficos. Nick mais uma vez dá show em interpretação, cozinha coesa e riffs com vida própria. A próxima, junto com a faixa título, foi single e ganhou um vídeo clipe. Esta 'The Rise of Denial' é pérola de peso intenso, que é entremeada por momentos sombrios, grandes riffs, cortantes e sinistros, bateria muito atuante e vocais que a tornam num belo exemplo de como se faz Gothic Metal.
     Complexa e intricada são os melhores adjetivos para descrever 'Living With Scars'. É cheia de quebras, idas e vindas meio estonteantes num peso fabuloso, guitarras mais uma vez dando espetáculo e Nick dando belas mostras de sua maturidade como vocalista; na minha humilde opinião, aspirante a clássica.
       A melancolia se personifica em forma de música em uma das mais belas composições do quinteto inglês, 'Last Regret'. É de fato a mais “leve” do disco, e mesmo assim consegue soar pesada! Os belos riffs se aventuram sem medo por sobre a base sólida como uma rocha ofericida pelo baixo e bateria. A letra pode-se dizer que seja uma carta de suícidio, que casa fielemnte com o sentimento proporcionado por sua melodia. Incrível!
   O play se encaminha para seu final. 'Universal Dream' parece uma releitura moderna de 'Pity The Sadness', do disco “Shades of God” (1992). Mistura momentos mais lentos e arrastados com boas passagens aceleradas, tendo como motor propulsor a bateria. Ótima faixa, que usou de elementos do passado para criar algo absolutamente novo mas com um quê nostálgico. E a derradeira canção é 'In Truth', que também é bem complexa e quebrada, com uma atmosfera tensa e opressiva, de riffs distorcidos e marcantes. Encerramento perfeito.
     Nesta proposta de se re-aproximar da sonoridade que lhe deu ares de gigante na cena, o Paradise Lost acertou em cheio com “Faith Divides Us Deth Unites Us”. Um disco sincero, com vigor e pegada. Eu gosto muito dos discos da fase alternativa da banda, e quando li uma entrevista do Nik Holmes numa Roadie Crew do ano passado, fiquei muito satisfeito em saber que ele não se arrepende de nenhum dos discos lançados pela banda, afirmando que era o que eles queriam fazer na época e era o melhor deles. Grandes bandas continuam grandes por atitudes como essa, por serem corajosas, por ousarem e não terem medo de errar. Trazer de volta o peso não foi saída para se livrar dos críticos, mas sim um desejo e uma vontade deles, que não querem agradar, mas sim fazer a música que melhor represente o que eles sintam. E por isso que eu adoro essa banda!

O Paradise Lost é:

Nick Holmes – Vocais
Gregor Mackintosh – Guitarras solos
Aaron Aedy – Guitarras base acústicas
Stephen Edmondson – Baixo (Que infelizmente se desligou da banda semana passada, uma lástima)
Adrian Erlandsson – Bateria



Track List:

  1. As Horizons End (05:21 )
  2. I Remain (04:09)
  3. First Light (05:00)
  4. Frailty (04:25 )
  5. Faith Divides Us - Death Unites Us (04:21)
  6. The Rise of Denial (04:47)
  7. Living With Scars (04:24 )
  8. Last Regret (04:24)
  9. Universal Dream (04:17)
  10. In Truth (4:50)


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