terça-feira, 3 de maio de 2011

For All We Know - For All We Know

       Pois então finalmente foi liberado o debut auto-intitulado do For All We Know. O projeto idealizdo pelo guitarrista holandês Ruud Jolie (Within Temptation) tomou forma ao longo de 4 anos, nos quais o músico compôs as canções com muita calma e paciência, cuidado minuciosamente de cada detalhe. Em fins do ano passado, Ruud convidou antigos amigos seus para gravarem o disco.
      Os músicos envolvidos abrangem vários estilos, indo desde a versatilidade do vocalista Wudstk, que tem suas raízes no hip hop, mas que criou fama em seu país natal por ser capaz de interpretar vários estilos distintos, todos com muita desenvoltura, passando pela veia prog remetente do Pain of Salvation de Kristoffer Gildenlöw (Baixo) e Leo Margarit na bateria, o lado jazzista de Marco Kuypers e claro a guitarra marcante de Ruud.
      Com tais membros constituindo seu line-up (mais os convidados de peso), o For All We Know consegue ser uma perfeita mescla de inúmeras estilos, uma peça única e marcante, repleta de personalidade, feeling e talento.
     Riffs simples porém marcantes dão o tom do início da audição, com a faixa 'Blind Me'. Aos poucos ouvimos o teclado chegar, criando um clima progressivo e intimista. A bateria não tem um destaque muito evidente, mas constitui uma peça chave da música, marcando o ritmos dos demais intrumentos de forma perfeita. Destaque para o vocalista, de uma interpretação suave e contida, que exala feeling e fecha perfeitamente com o ar intiista da canção. Ótima abertura.
      Ruud se mostra um compostor muito diversificado, pelo menos foi a minha impressão ao reparar no curioso contraste entre a faixa de abertura e a segunda canção, 'Busy Being Somebody Else'. A primeira é calma e intimista, já esta é um rock com cara de alternativo, bem agitado e com um refrão que facilmente fica na cabeça. Ótima execução dos músicos, temos bons riffs de baixo e guitarra (e um ótimo solo também), bateria ainda simples mas mais intensa e as linhas de teclado que constroem um ar ligeiramente psicodélico. Excelente canção! Logo na sequência vem 'Out of Reach', que se inicia com bonita participação do pianista Marco Kuypers, fazendo um belo dueto com Wudstk. O resto da banda entra encorpando a canção, que fica num tom entre o rock clássico e o jazz. Uma faixa bela e elegante, de um bom gosto inquestionável.
     'When Angels Refuse to Fly' é uma muito boa canção de metal progressivo (mais pelo lado progressivo que pelo metal, diga-se de passagem). Bateria agora sim forte e de destaque, riffs variados e marcantes, solos trabalhados e teclados sempre atuantes mesmo que mais discretos. Um dos grandes destaques do álbum como um todo. Em seguida vem 'I Lost Myself Today', outra bela canção soft, com bastante feeling e jeito de balada que cresce num certo ponto, chegando a soar épica no solo na sua parte final; mais um dos inúmeros destaques positivos.
      Os convidados de maior destaque são os que menos aparecem (realmente única mácula do trabalho). Sharon den Adel e Daniel Gildenlöw protagonizam um tocante dueto na curtíssima 'Keep Breathing', que não passa de dois minuto, uma canção bela e que merecia com certeza absoluta ser mais longa (nós ouvintes agardeceríamos!); como de costume até aqui, ótima e destacada.
      Logo depois nos chega aos ouvidos a mais progressiva de todas, 'Down on My Knees'. Ao longos de seus nove minutos ouvimos momentos rock n' roll, passagens progressivas latentes, quebras de ritmo e viradas completas, e principalmente muita energia. Excepcional canção. Depois desta temos mais uma calma: 'Save Us...' tem belos dedilhados, backing vocals envolventes e mais doses de progressividade. Wudstck mostra o porque da sua fama de versátil, manda várias vocalizações muito inspiradas e diversificadas. Curta e soturna é 'Embrace/Erase/Replace/Embrace', seu clima sombrio se faz principalmente com o teclado e as vocalizes do frontman, e ainda a bateria em tons mais baixos e riffs distorcidos com certa influência sabbathiana. Muito bom.
      A canção sequente se chama 'Tired and Ashamed'. Segue na vibe do restante do disco, ou seja, muito boa. Pessoalmente não saberia como enquadrar a faixa seguinte, 'Open Your Eyes'; parece um pouco de pop, mas emenda coisa de metal e rock clássico e pitadas de jazz. E exatamente por essa questão, achei-a incrível! Quando não se consegue rotular algo, é porque de fato é fruto de um trabalho esmerado buscando criatividade e originalidade. Acertaram no alvo!
      Esta belíssima estreia termina com mais uma pérola. Esta, chamada 'Nothing More'. Temos algumas passagens de violino, que dão um quê acústico por boa parte do decorrer da música, que perto do fim desanda num belo instrumental, grandioso, cheio de pompa e beleza. Uma forma magistral de terminar com os trabalhos.
        Todas as minhas expectativas para com este projeto foram concretizadas, e até mesmo superadas. É um trabalho repleto de personalidade e carisma, com músicos absurdamente competentes e talentosos que deram o melhor de si. Sendo algo paralelo ao Within Temptation por parte de Ruud, de certa forma seria difícil não comparar este For all We Know com sua banda principal; mas rapidamente o nome que é um dos gigantes do metal sinfônico fica de lado, tamanha a competência e cara prórpia desta prodigiosa brincadeira do guitarrista, que não se usa de clichês batidos, nos dando um material impecável e de um alto nível de dar inveja a muita banda grande e famosa por aí.
      Claro que não é uma re-invenção da roda e um clássico indiscutível, mas mesmo assim é um trabalho maravilhoso e que deve agradar a muita gente por sua alma e luz próprias, já que ouvindo as canções esquecemos completamente das bandas de origem de seus músicos. Pode não ser genial, mas tem coração e e sentimento, o que já é uma grande coisa.
       Um dos belos destaques de 2011. Recomendadíssimo!

O For All We Knoe é:

Wudstk (Vocais)
Marco Kuypers (Piano)
Leo Margarit (Bateria)
Kristoffer Gildenlöw (Baixo)
Thijs Schrijnemakers (Teclado)

Convidados:

SharonDenAdel(Within Temptation)
Daniel Gildenlöw (Pain of Salvation)
John Wesley (Porcupine Tree)
Ruud Howuling
Richie Falkoner (Lauren Harri's Band)
Anke Derks (cantora solo)
Damian Wilson (Threshold)
Tom Sikkers (Brotherhood Foundation)
Camilla van der Kooij (Violinista)

Track List:

1. Blind Me (4:08)
2. Busy Being Somebody Else (5:30)
3. Out of Reach (6:01)
4. When Angels Refuse to Fly (5:42)
5. I Lost Myself Today (4:31)
6. Keep Breathing (1:55)
7. Down On My Knees (9:01)
8. Save us... (3:48)
9. Embrace/Erase/Replace/Embrace (2:52)
10. Tired and Ashamed (5:26)
11. Open Your Eyes (5:19)
12. Nothing more... (4:08)

segunda-feira, 28 de março de 2011

Symfonia - In Paradisum

      E finalmente podemos ouvir este tal de Symfonia. O grupo prometia muito com seu line-up de estrelas e, porque não, gênios do metal melódico. Um time que conta com Andre Matos, Timmo Tolkki, Uli Kusch, Jari Kainulainen e Mikko Härkin de forma alguma nos apresentaria material de baixa qualidade, esmerando-se ao máximo para trazer ao público um trabalho que prima pela técnica, pela produção e bom gosto. Essa parte é completamente factual, porem o que deixa um pouco a desejar é o quesito criatividade e inventividade.
     As músicas deste debut “In Paradisum” foram compostas basicamente por Timmo Tolkki, que desde o anúncio do grupo já foi tido com o o patrão e mentor criativo do conjunto, e por causa disso as comparações para com o Stratovarius eram inevitáveis. E não foram comparações vazias, muitas das estruturas dos riff's são praticamente iguais as que compôs em sua ex-banda, ora mais aceleradas ora mais lentas, mas sempre com sua marca registrada (o que no caso não é algo lá muito positivo). Mas de qualquer forma, o que ouvimos no disco pode não ser absolutamente nada original e inventivo, mas é sim de alto nível e muito bem feito.
      O play começa com um speed metal clássico, 'Fields of Avalon', que soa mesmo como uma faixa de algum disco do Stratovarius em sua época dourada. Muito melódica, refrão fácil, boas linhas de teclado, bateria muito atuante. Boa música, sem muitos atrativos fora do comum e do básico, mas cumpre com sucesso a missão de abrir os trabalhos. A segunda faixa se chama 'Come By The Hills'; alguns fãs afirmam tratar-se de um auto-plágio descarado por Tolkki de 'Hunting High and Low' (Stratovarius – Infinite, 2000). De certa forma, a maneira como a canção foi construída lembra sim a citada música, mas não diria que seja uma cópia, já que é menos acelerada, tem um andamento diferente e a voz do Andre dá uma cara bem própria para ela. Boa faixa, acredito que daria um bom single com video-clipe de divulgação.
      Logo depois chega 'Santiago'. Uma faixa rápida, com boas doses de peso, instrumental um pouco menos melódico ou power, com um pouco mais de flertes com o Heavy tradicional (apesar de que na parte do refrão a faceta melódica volta com tudo). Dentro do contexto do disco como um todo é a que soa mesno batida, um dos destaques. A canção tem um certo quê religioso na letra, o que me soou um pouco estranho, mas sobre isso prefiro não comentar. A primeira balada do disco é 'Alayna'. Se existem duas coisas que combinam perfeitamente são Andre Matos e baladas, suas voz potente e versátil esbanja feeling, e dessa vez não foi diferente. O teclado de Mikko Härkin tem papel fundamental aqui, criando todo o clima que cerca a música, que começa bem lenta, só com voz e teclado, mas que vai tomando forma com alguns riff's e linhas de baixo, até chegar no refrão, não muito grandioso ou imponente, mas belo ecom uma certa magia que a deixa muito agradável de ouvir. Mais um bom destque.
       Mais uma claramente calcada em Stratovarius é 'Forevermore'. Rápida, de bateria cavalgante (Uli Kusch manda muito bem no disco todo), linhas vocais legais de ouvir e acompanhar , teclado discreto mas sempre presente, em suma, uma música legal, mas um grande cllichê; mas é boa sim. Mas uma faixa que realmente chama a atenção é 'Pilgrim Road', com seu começo num ritmo que pelo menos a mim soa como marcial, num tipo de riff que não é comum de Tolkki, acompanhado por linhas de teclado, criando um ar futurista e inesperado. Acertaram nessa. O restante da música segue mais ou menos nessa batida, ganhando peso com a entrada da bateria e do baixo, e ficando completa e “redonda” com a voz única de Andre. Essa sim, uma ótima faixa.
     Em seguida temos a faixa título. Como já tinha falado quando essa música foi divulgada algum tempo atrás, consegue ser um mix das influências das antigas bandas dos membros. Aparte mais rápida me lembra um pouco “Nothing to Say” do Angra, os teclados são aqueles que consagraram o Sonata Arctica, temos os corais imponentes dos épicos do Stratovarius e a bateria sempre precisa e técnica do Helloween e do Masterplan. Pessoalmente é uma das minhas favoritas, outro belo destaque do álbum.
     'Rhapsody in Black' é bem interessante. Tem lá seus clichês, mas consegue ter uma certa sonoridade mais modernizada, é mais reta, com a bateria mais contida, porém um tanto mais pesada, de riff's exatamente iguais aos demais só que num tom mais atrativo; faixa muito bacana e que foge um pouco da mesmice. Junto com a impressão de estarmos ouvindo Stratovarius mais uma vez, nos chega 'I Walk in Neon'. Excetuando-se o muito bom refrão e alguns outros momentos soltos ao longo da música, não temos nada empolgante. Uma faixa meia-boca.
     E pra fechar temos uma balada praticamente acústica. 'Dont Let me Go' é melancólica, intimista e soturna. Tem bons dedilhados, o teclado levantando a aura e a inconfudível voz de Andre Matos, que casou perfeitamente com a proposta da canção. Lembro que quando falei do “Aurora Consurgens” do Angra mencionei que não tinha gostado do encerramento com 'Abandoned Fate', que é similar a esta 'Dont Let me Go'. Mas neste caso acho que ficou muito bom, e encerrou o álbum com dignidade e eficiência.
      Muito bem, “In Paradisum” é um amontoado de clichês batidos, composições, letras, arte gráfica, etc, com bons momentos de inventividade aqui e ali, mas eu não vou tirar os méritos da banda. Todo o trabalho que envolve o disco é de alto nível, gravação, execução, produção, mixagem e afins. Dentro de uma cena absolutamente saturada como é a do Metal Melódico, este se torna um trabalho de alto nível e acima da média. Eles não ousaram, ficaram quase todos em suas zonas de conforto, mas como se esmeraram muito nisso, provendo ao fãs um material de qualidade e bom gosto, digo que fizeram uma boa estreia.
       Mas também quero acreditar que eles não vão ficar se repetindo eternamente. Espero sinceramente que nos vindouros álbuns Andre e Uli, dois notórios compositores, possam ser mais colaborativos no processo criativo. Se isso vier a acontecer, daí sim acredto que podemos acabar nos deparando com discos clássicos no futuro, já que ainda não foi atingido o ápice do talento desses grandes músicos no Symfonia, que unidos e todos colaborando, ainda vão dar muito o que falar.


O Symfonia é:

Andre Matos – Vocais
Timmo Tolki – Guitarra
Jari Kainulainen – Baixo
Mikko Härkin – Teclados
Uli Kusch – Bateria


Track List:

  1. Fields of Avalon (5:09)
  2. Come By the Hills (5:01)
  3. Santiago (5:54)
  4. Alayna (6:17)
  5. Forevermore (5:31)
  6. Pilgrim Road (3:37)
  7. I Paradisum (9:35)
  8. Rhapsody in Black (4:34)
  9. I Walk in Neon (5:44)
  10. Don Let me Go (3:56)



quinta-feira, 17 de março de 2011

Within Temptation - The Unforgiving

       Meus poucos mas dignos leitores deste blog, ouso a dizer que estejamos diante de um clássico. O Within Temptation deu mais uma prova do porquê de ter conseguido alçar voos tão altos nos últimos anos, nos presenteando com um disco que desde já é candidato a melhor trabalho do ano em seu estilo.
Desde o final do ano passado a banda veio deixando os fãs inteirados sobre os processos que envolviam a produção do disco, com pequenas amostras, fotos e vídeos de bastidores, novidades sobre a HQ que será lançada juntamente com o CD (cuja qual é o conceito por trás das letras) e uma infinidade de pequenos spoilers que deixavam nos fãs com uma curiosidade aguçadíssima e uma ânsia sem tamanho por poder ouvir o material novo. E durante esta semana fomos agraciados por fãs poloneses que, sabe-se lá como, já tinham o disco consigo e o liberaram na internet. E a espera valeu demais a pena.
       A primeira faixa é um prelúdio chamado 'Why Not Me', uma narração misteriosa da personagem principal da história. Os sons por trás dela criam um clima obscuro e tenso, que abre o disco de vez. Logo em seguida começa 'Shot in the Dark'; não haveria maneira melhor de abrir o disco, uma música grandiosa, com os tradicionais arranjos sinfônicos, mesclados com uma veia heavy mais saliente, moderna e ao mesmo tempo com ares oitentistas. Uma peça única, criativa, original e que é só o abre-alas do que ainda está por vir.
       A terceira faixa faz o disco valer por inteiro. 'In the Middle of the Night' é ainda mais portentosa, com riffs cortantes e acelerados, um andamento empolgante, mais arranjos sinfônicos grandiosos, um refrão de arrepiar e uma interpretação impecável da vocalista Sharon den Adel. Em futuros shows, com certeza há de ser o ápice de empolgação do público, sensacional!
       'Faster' já era conhecida depois da divulgação do primeiro vídeo/curta metragem dos três que serão lançados para promover “The Unforgiving”. Tem uma cara bem anos oitenta, de levada cadenciada mas com bastante peso e mais um ótimo refrão. Nota positiva pela boa aparição do baixo de Jeroen Van Veen; outro belo destaque. Os saudosistas da sonoridade do disco “Mother Earth” (2000) ficaram deliciados coma bela balada 'Fire and Ice', construída em cima de uma melodia de piano melancólica e intimista, mas que cresce e se torna um som forte e intenso, esbanjando um feeling tocante. Lindíssima!
       Logo depois chega mais um petardo: 'Iron' é uma das mais pesadas do disco, com bons riffs e atuação intensa do novo baterista Mike Coolen. Uma música coesa e compactada, com a letra construida inteligentemente, transmitindo uma energia espetacular. Sharon mais uma vez dá show. A próxima faixa foi a primeira a ser divulgada, 'Where is the Edge'. Como já tinha mencionadoquando a música saiu no começo do ano, tem bem a cara do trabalho anterior, “The Heart of Everythig”(2007), mas sabe ter sua personalidade. É mais lenta, mas não menos bem trabalhada e com ares de grandiosos. Na comparação com as demais faixas pode parecer a mais fraca do disco, mas eu não usaria essas palavras, só diria que é menos perfeita.
      'Sinéad' é uma pérola. Consegue unir de uma forma espetacular peso com ritmo e melodia, chegando até certo ponto a ser dançante! Tem mais generosas doses de orquestra, de atuação preciosa de todos os músicos e com Sharon provando que os anos (e os filhos) só fizeram bem a ela. Em seguida chega mais uma belíssima balada; esta se chama 'Lost', com a vocalista mostrando sua versatilidade e beleza da voz, com backing vocals discretos mas marcantes, mais orquestramentos bem colocados e um feeling que consegue mexer de verdade com o ouvinte.
        'Murder' já começa prometendo com suas orquestrações, que abrem caminho para uma interpretação mais sombria de Sharon, teatral e misteriosa. Logo a música se agiganta, num refrão imponente, com a voz de Sharon sendo mais grave, com o baixo e a bateria dando uma sólida base para grandes riff's de guitarra que duelam com os intrumentos de orquestra. Fabulosa. A faixa seguinte tem um quê mais moderno, com andamento cavalgante, totalmente Heavy Metal; esta 'A Demon's Fate' segue a tradição e tem um refrão espetacular, empolgante e repleto de força e energia. A bateria mais uma vez é muito presente, as guitarras são mais dicretas mas sempre atuantes e o baixo ali dando o apoio para as aventuras altas e sem medo do resto da banda.
       O disco se encerra de forma sublime com a power-balada 'Stairway to the Skies'. Feeling, leveza, peso, grandiosidade... tudo aglutinado numa química perfeita e irretocável. Não é preciso louvar ainda mais Sharon, mas sua interpretação nesta música é ainda mais especial, conduzindo o ouvinte ao final da história deixando-o emocionado, relembrando todas as fortes sensações que teve no decorrer do disco. Um encerramento mais que perfeito!
        Decididamente a banda abandonou as caractarísticas que foram marcantes no disco de estreia, “Enter”, do distante ano de 1997. Pessoalmente não vejo isso como problema, já que pelo menos a mim aquele ar gothick/doom arrastado demais me dá sono. Muitos fãs mais extremistas afirmam que a banda se vendeu ao longo dos anos, tornando-se uma banda comercial. Acho um exagero absurdo dizer isso; o que de fato aconteceu foi uma amadurecimento natural, corriqueiro em todas as bandas grandes que conseguiram se manter em alta ao longo da carreira.
        Mas mesmo com esse amadurecimento o Within Tempation nunca deixou de lado as características que o consagraram e o botaram no hall das maiores bandas do metal sinfônico, e isso fica absolutamente claro neste maravilhoso “The Unforgiving”. Temos as orquestrações épicas, melodias bem construídas, a voz linda e cristalina da inigualável Sharon den Adel, peso e beleza alquímicamente unidos, guitarras não geniais mas muito competentes, uma cozinha de respeito e o clima único que essa grande banda sabe dar às suas composições. Tudo isso aliado com a inventividade e originalidade de novas ideias, resultando num material com muita identidade própria, mas que é intrínsecamente ligado ao passado. Essa é a receita para fazer um grande disco que se tornará clássico.
      Assim que for lançado ofcialmente, sera um ítem obrigatório na coleçãode todos os fãs.

O Within Temptation é:

Sharon den Adel – Vocais
Robert Westerholt – Guitarra
Ruud Jolie – Guitarra
Jeroen van Veen – Baixo
Mike Coolen – Bateria

Track List:

  1. Why Not Me (0:36)
  2. Shot in the Dark (5:02)
  3. In the Middle of the Night (5:11)
  4. Faster (4:23)
  5. Fire and Ice (3:51)
  6. Iron (5:38)
  7. Where is the edge (3:59)
  8. Sinéad (4:26)
  9. Lost (5:16)
  10. Murder (4:16)
  11. A Demon's Fate (5:30)
  12. Stairway to the Skies (5:32)



quarta-feira, 2 de março de 2011

For All We Know

 FOR ALL WE KNOW - ALBUM OUT APRIL 25 2011



Fazendo esse post para divulgar esse novo projeto. For All We Know é uma banda de rock/metal progressivo idealizado por Ruud Jolie, guitarrista do Within Temptation, que resolveu juntar amigos seus para uma nova empreitada, que difere do som tradicional de sua banda fixa.
O For All we Know tomou forma ao longo de quatro anos, onde o próprio Ruud escreveu o material e gravou as canções em seu estúdio particular. O line-up conta, além de Ruud nas guitarras, com:

Wudstk (Vocais): músico holândes que participou de alguns projetos famosos, como o Ayreon, canta desde metal até hip hop.

Marco Kuypers (Piano): amigo de longa data de Ruud, bastante conhecio na cena do jazz holandês.

Leo Margarit (Bateria): baterista do Pain of Salvation, mas nasceu na França.

 Kristoffer Gildenlöw (Baixo): Irmão de Daniel Gildenlöw e ex-baixista do Pain of Salvation.

Thijs Schrijnemakers (Teclado): ex-colega de Ruud ems seus tempos de professor demúsica em Eindhoven.


O projeto também conta com convidados de muito garbo e elegância:

Sharon Den Adel (Within Temptation)
Daniel Gildenlöw (Pain of Salvation)
John Wesley (Porcupine Tree)
Ruud Howuling
Richie Falkoner (Lauren Harri's Band)
Anke Derks (cantora solo)
Damian Wilson (Threshold)
Tom Sikkers (Brotherhood Foundation)
Camilla van der Kooij (Violinista)



Track List:
1. Blind Me
2. Busy Being Somebody Else
3. Out of Reach
4. When Angels Refuse to Fly
5. I Lost Myself Today
6. Keep Breathing
7. Down On My Knees
8. Save us...
9. Embrace/Erase/Replace/Embrace
10. Tired and Ashamed
11. Open Your Eyes
12. Nothing more...

 No site e myspace tem amostras das músicas e mais detalhes sobre o projeto, confira:

Myspace
E curta no Facebook e participe da comunidade no Orkut também.

Pessoalmente estou muito interessado nesse disco, e algo me diz que teremos aí um dos trabalhos mais interessantes de 2011.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Symfonia - In Paradisum (Faixa)

Temos aqui um dos projetos mais aguardados de 2011. Em fins do ano passado o anúncio deste novo supergrupo causou alvoroço no cenário do metal melódico, por reunir grandes figuras do estilo, gente do calibre de Andre Matos, Timmo Tolkki, Uli Kusch, Jari Kainulainen e Mikko Härkin.

O que esperar de uma fusão de grandes nomes de bandas como Angra/Shaman, Stratovarius, Helloween e Sonata Arctica? Alguns desde logo já trataram de ser pessimistas e afirmaram que viria um Stratomatos por aí, um metal espadinha "pra-frentex" batido e clichê. Já outros são esperançsos e aguardam por um material intenso, revigorado e repleto da personalidade e talento desses grandes músicos.

E agora que uma das faixas foi divulgada, a que dá título ao trabalho, já podemos ter uma leve ideia do que vem por aí. 'In Paradisum' é um épico de nove minutos que une tudo o que as antigas bandas dos membros envolvidos já nos apresentaram: temos os corais épicos e grandiosos do Stratovarius, velocidade do Sonata Arctica, peso do Helloween e os incríveis vocais de Matos que nos remetem aos seus anos dourados no Angra. Tudo isso unido de formam bastante coesa e lúcida, numa harmonia bem balanceada e que rendeu um fruto original e ao mesmo tempo repleto de influências.

Em suma: animador!

Confiram vocês mesmos e digam oque acharam: Symfonia - In Paradisum



A banda faz sua premier amanhã/hoje (18/02) na Finish Metal Expo, em Helsink. E o álbum deve ser lançado oficialmente no dia 1º de abril.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Lamb of God - Hit the Wall (Single)

 Interessante faixa feita para o jogo Iron Man 2. Intrumental típico, e também inspirado, dessa ótima banda americana da nova safra. Eu pessoalemnte não sei enquadrar o som que eles fazem, pois é uma mistura de thrash, com deathcore, death tradicional, crossover e outras coisas que dão uma cara única a sua música.

No momento trabalham em um disco novo, sucessor de "Wrath" (2009). Não sei se sai ainda esse ano, mas de qualquer forma espero ansiosamente ;D


Confere o som aí:  Lamb of God - Hit the Wall

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Sirenia - The Enigma of Life

      Morten Veland decididamente gostou dos resultados que obteu com seus dois discos anteriores do Sirenia, “Nine Destinies and a Downfall” (2007) e “The 13th Floor” (2009). O que se ouviu nos citados trabalhos dá as caras novamente neste novo disco de Inéditas, “The Enigma of Life”. Não há nada realmente novo, original ou inovador, apenas mais flexões do que já fora explorado anteriormente, mas que consegue ser inspirado, interessante e não ser abusivamente repetitivo.
       Na comparação com os primeiros discos da banda, o som apresentado soa decididamente menos intenso e climático, mas sem perder muito do peso ou nada em grandiosidade. “The Enigma of Life” tem as caractarísticas que se tornaram marca registrada das compoisções de Veland: orquestras pomposas e corais grandiosos e impactantes, que mesmo nesse redirecionamento acabam rementendo a seus momentos dourados no Tristania. Muitos fãs acusam Mortem de se entregar às tendências comercias do mercado, amaciando demais o som da banda, tornando-o mais facilmente digerível e apenas um produto enlatado, que é diferente demais do som das origens da banda. Eu pessoalmente não seria tão extremista. Acredito que houve apenas uma inversão de valores dentro do conceito musical que envolve o Sirenia: nos dois primeiros trabalhos, “At Sixes and Sevens” (2002) e “An Elixir for Existance” (2004), o que prevalecia era um Gothic Metal intenso e atmosférico, que aglutinava elementos sinfônicos. Atualmente eu observo que acontece um movimento inverso, onde o predomínio é mais do lado sinfônico, com corais e orquestrações mais latentes, juntamente com momentos Gothic mais discretos, mas sempre presentes.
       A primeira música é a já conhecida 'The End Of It All', que havia sido lançada em forma de single em dezembro passado. A versão do disco é mais interessante, um pouco mais longa e com passagens guturias de Morten. É sim uma boa música, mas soa meio genérica, e não é um dos pontos altos do disco. Na sequência vem outra já conhecida, 'Fallen Angel'. No single lançado estava ela em versão acústica, que pelo para mim era um tanto insossa. Mas agora temos uma bela peça, que já tem mais a ver como se desenrola no disco como um todo.
     'All My Dreams' chega com uma cara meio industrial, repleta de ruídos metálicos, que dão um clima realmente interessante para a canção. Muito bem construída, com ótimo refrão, corais e uma atuação impecável de Ailyn (visivilmente mais a vontade no posto de front-woman, a primeira a ficar em dois discos consecutivos). Uma das minhas favoritas. Na sequência vem a bem pesada 'This Darkness', outro refrão muito bom, Mortem com participação mais evidente e passagens sinfônicas muito satisfatórias. Numa linha similar vem 'The Twilight InYour Eyes', só que numa cadência um pouco reduzida. Ótima música.
       Ailyn se mostra mais uma vez muito segura e confiante, dessa vez em 'Winter Land', de veia sinfônica bem latente, instrumental bom e corais sempre marcantes. A faixa seguinte, 'A Seaside Serenade', tem um que de grandiosidade muito peculiar, mesmo sendo bem simples, mas tendo a impressão de ser uma peça bem mais pomposa. Também muito boa. 'Darkened Days to Come' tem o diferencial de possuir passagens com os vocais limpos de Mortem, que garante uma cara mais original; no mais, outra ótima faixa, com ótimo refrão e momentos grandiosos.
      Outra das minhas favoritas é 'Coming Down', bem pesada e intensa, com vocais raivosos de Veland, teclados discretos mas interessantísimos e corais matadores. A dupla 'This Lonely Lake' e 'Fading Star' seguem no padrão que se ouviu ao longo do disco, sem grandes viradas ou coisas impressioanntes, mas competentes dentro do que se propõe, e nos levam para o derradeiro final do play.
      A faixa título é a mais longa, e trata-se de uma balada repleta de melancolia. Lenta e arrastada ela segue numa ótima interpretação de Ailyn, corais realmente surpreendentes e instrumental com bastante feeling, mas que poderia ser mais trabalhado. Mas de qualquer forma um final até certo ponto inesperado e digno.
      Como pode-se notar, não temos nenhum grande destaque, mas sim boas músicas que formam um todo bem interessante. A guitarra de Morten (que aliás toca absolutamente tudo na banda em estúdio) está bem presente e atuante, acredito que até mais que no disco anterior. Nos demais instrumentos ele é bem competente, mas nada de espetacular, mas dá para o gasto. Talvez seja isso que falte ao Sirenia, mais integrantes fixos, que tenham outras influências, que acrescentem coisas novas, um sangue novo a banda. Daí então, decididamente, teria cara de banda mesmo, não só mais um projeto de Morten Veland.
     Vale ressaltar que a bonita arte gráfica é do brasileiro Gustavo Sarzes, que vem se tornando um expoente nesse mercado.
      Resumindo: uma evolução natural de “The 13th Floor”. Um disco bom, agradável e que deve satisfazer aos fãs que gostaram, assim como eu, dessa cara nova que o Sirenia adotou.


O Sirenia é:

Ailyn – Vocais
Morten Veland – Guitarra, Baixo, Bateria, Teclados e programações

Track-List:

  1. The End of It All (4:31)
  2. Fallen Angel (3:59)
  3. All My Dreams (4:42)
  4. This Darkness (4:00)
  5. The Twilght In Your Eyes (4:00)
  6. Winter Land (3:55)
  7. A Seaside Serenade (5:53)
  8. Darkened Days To Come (4:22)
  9. Coming Down (4:38)
  10. This Lonely Lake (3:33)
  11. Fading Star (4:46)
  12. The Engma of Life (6:16)

Vão se apresentar na Wacken desse ano. Uma grande oportunidade de mostrar seu trabalho ao grande público do Metal. E algo me diz que há de sair um DVD (pedidio antigo dos fãs) desse show :p